<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379</id><updated>2011-12-14T18:58:51.642-08:00</updated><title type='text'>palavrasamostras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-5713185671721814390</id><published>2007-08-26T17:30:00.001-07:00</published><updated>2007-08-27T05:35:46.238-07:00</updated><title type='text'>A Metáfora II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-Não discutas o invisível antes de o veres! – Disse o personagem estranho àquele lugar e a Lurmesh.&lt;br /&gt;Lurmesh olhou o senhor, pegou num seixo redondo e estreito e lançou-o à água. A pedra deu vários saltinhos na água e afundou-se.&lt;br /&gt;Então Lurmesh respondeu:&lt;br /&gt;-Não sei que invisível é esse de que fala, não sei onde quer chegar com a sua conversa!&lt;br /&gt;-Era precisamente aí que eu queria chegar!&lt;br /&gt;As cigarras abrandaram o seu cantar por uns segundos. Um dos ramos tocou-lhe a face ao de leve. Fechou os olhos. Quando os voltou a abrir o homem estava sentado a seu lado.&lt;br /&gt;-Não passas dum falsificador de poemas que julga viver na rua do imaginário!&lt;br /&gt;-Mas era um conto o que escrevia!&lt;br /&gt;-Armadilhas e metáforas!&lt;br /&gt;-Não sei do que está a falar!&lt;br /&gt;-Já tinha dito, não discutas o invisível antes de o veres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra margem uma manada de vacas descia até à margem, enfiava as patas na água e bebia. Lurmesh sentia o suor correr-lhe pela face e na sua mente um zumbido de insectos dava-lhe a sensação de ser um formigueiro inundado em que formigas tentavam a todo o custo salvar as larvas.&lt;br /&gt;Ouvi então a sua voz:&lt;br /&gt;-Então? Novamente perdido nos pensamentos?&lt;br /&gt;-Descobri hoje que tenho em mim um velho crítico disposto a discutir as minhas novas ideias!&lt;br /&gt;-E um beijo? –Respondeu-lhe Metáfora enquanto se sentava ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-5713185671721814390?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/5713185671721814390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=5713185671721814390' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/5713185671721814390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/5713185671721814390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2007/08/metfora-ii.html' title='A Metáfora II'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-4533004400243745907</id><published>2007-06-04T15:47:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T15:49:30.870-07:00</updated><title type='text'>A Metáfora I</title><content type='html'>À beira daquele lago, que na verdade era um rio, Lurmesh repousava. Os ramos de salgueiro formavam uma espécie de cortina verde, que agitada pelo vento filtrava o verde em mil tons. Era música o que via se lhe acrescentasse o saltar de infinitos gafanhotos, o rápido vibrar das asas de pequenas moscas e de quando em quando o saltar dum peixe dentro da linha do seu olhar. Aquele mundo aparentemente tão quieto vibrava vigorosamente. Salto de rã, voo de garça.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Um dia senti alguém tocar-me, senti como se fosse uma pedra na mão de um gigante.&lt;br /&gt;            A vista de Lurmesh perdia-se na superfície do lago e flutuava lado a lado com algumas memórias que lhe surgiam ali aparentemente sem razão.&lt;br /&gt;            O gigante lançava-o nas memórias e assim ia saltando de passado em passado, cada vez que tocava a superfície.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Nas nuvens deambulava um rebanho de antiquíssimas criaturas pastando o azul. Nos dentes asas de avião misturadas com sol.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Esperava pela Metáfora quando uma voz se ouviu nas suas costas:&lt;br /&gt;            -Creio que há aqui um abuso da metáfora, consigo adivinhar no teu sossego, na tua preguiça, esse abuso!&lt;br /&gt;            -Não és o primeiro a dizê-lo. - Respondeu virando-se para a voz.&lt;br /&gt;            Lurmesh olhava com espanto aquele senhor. Porque falaria de Metáfora? Que abusos seriam esses de que falava? O homem, alto e magro, parecia-lhe uma árvore e não deixou de sorrir ao pensá-lo. “ Uma árvore velha, um Inverno no Verão.”&lt;br /&gt;            -Venho aqui para o impedir de voltar à metáfora. A metáfora caiu em desuso…&lt;br /&gt;            -Nas margens deste lago, longe dos usos e desusos, a metáfora tem o seu lugar.&lt;br /&gt;            Uma garça branca poisava num dos ramos do chorão. Parecia-se com um leve saco de algodão escapado dum estojo de primeiros socorros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-4533004400243745907?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/4533004400243745907/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=4533004400243745907' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/4533004400243745907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/4533004400243745907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2007/06/metfora-i.html' title='A Metáfora I'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-117379242260230033</id><published>2007-03-13T07:25:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T07:27:02.620-07:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores VIII</title><content type='html'>Entretanto esqueci-me de contar os sucessos que me levaram a sair da gigante criatura.&lt;br /&gt;            Acordei uma manhã, segundo me pareceu, mais digerido que nunca. Perdi desta vez mais de três minutos a lavar a cara.&lt;br /&gt;            Depois de lavar a cara voltei-me para a cama e vi sobre a almofada um maço de tabaco. Em letras grandes dizia: “Fumar Mata”. Ainda pensei na hipótese de alguém ou algo me querer envenenar, mas não sei porquê acabei por afastar esse pensamento. Fumei então um cigarro atrás do outro enquanto as paredes do quarto mudavam do rosa para um estranho cinzento. As paredes começaram a contrair-se, uma janela abriu-se e quando dei por estava numa esplanada quase deitado a fumar narguilé e a beber chá de maçã. À minha frente a água do rio, ao meu lado &lt;em&gt;O Grande rio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;            Consegui voltar áquele lugar mais tarde. Dizia Hotel do Rio à entrada, numa placa de plástico queimada pelo sol. Era estranho olhar o que antes tinha sido uma espécie de monstro e ver agora apenas um velho edifício. Ali estava a recepção, as escadas, o chuveiro e depois de atravessar o corredor, que continuava a parecer infinito, a porta do quarto, desta vez com um número, o oito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-117379242260230033?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/117379242260230033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=117379242260230033' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/117379242260230033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/117379242260230033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2007/03/quarto-de-caadores-viii.html' title='Quarto de caçadores VIII'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-117076098656531924</id><published>2007-02-06T03:21:00.000-08:00</published><updated>2007-02-06T03:23:06.580-08:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores VII</title><content type='html'>Senti uma tensão no ar naquele primeiro dia fora. Na verdade a tensão talvez estivesse mais dentro de mim.&lt;br /&gt;            Depois do chá e do narguilê com sabor a maçã comecei a andar ao acaso na esperança de encontrar alguém com quem pudesse falar. Encontrei um grupo de turistas e pareceu-me que talvez neles houvesse uma possibilidade de diálogo, nem que fosse sobre o clima. Aproximei-me, falavam inglês o que me animou. Então comecei a falar só que não era inglês o que da minha boca saía. Não sei que língua era, mas turco também não seria. Olharam-me entre o assombro e o medo. Um senhor mais velho, armado em herói de ocasião veio na minha direcção e proferiu umas ameaças para me enxutar. Eu que só queria conversar um pouco encolhi os ombros e disse: “ No problem” , dei meia volta e continuei a minha caminhada. Era tanto o meu desejo de falar e a única coisa que me tinha saído era “No problem”! O que se passaria?&lt;br /&gt;            Dirigi-me para a margem do rio e sentei-me numa rocha. Senti que era um pescador. Lançava a linha ao rio e tentava apanhar o meu conhecimento afundado ao lado dos verdadeiros pescadores. As ideias apanhadas eram-me alheias. Eu era alheio a mim próprio enquanto tentava descobrir quem era. Lembrava-me da matemática, das funções que tendiam para o zero e das funções que tendiam para o infinito: sentia-me as duas em simultâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-117076098656531924?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/117076098656531924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=117076098656531924' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/117076098656531924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/117076098656531924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2007/02/quarto-de-caadores-vii.html' title='Quarto de caçadores VII'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-116842757176410838</id><published>2007-01-10T03:11:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T03:12:51.820-08:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores VI</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;     Acordei muito bem disposto, a febre parecia ter passado definitivamente e os sonhos durante a noite devem ter sido bons.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Fiz as contas à vida e vi que o dinheiro não ia chegar até ao fim da semana. Mesmo assim a boa disposição não acabou. Que mal me faria não ter o que comer por um par de dias quando o sol e o bom humor estavam comigo?&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    Desci até a recepção. O rapaz mais novo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o senhor dos dentes amarelos e bigode azul escuro e um terceiro personagem estavam sentados. Convidaram-me a sentar com eles. Consegui entender: família. Eram todos da mesma família mas dentro da família o terceiro personagem parecia revestir-se duma grande importância. Tratavam-no por Baba.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Passada uma hora sem perceber quase nada levantei-me e fui para a rua.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Uma conversa em que não se percebe nada por causa de diferenças de língua&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é algo que aprecio. De qualquer forma foi uma conversa animada.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Consegui confirmar que não tinha dinheiro. Comi pouco e a seguir bebi um café que me custou o dobro da refeição. Com o café fumei um dos cigarros do maço que me custou três vezes o preço da refeição...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-116842757176410838?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/116842757176410838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=116842757176410838' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116842757176410838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116842757176410838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2007/01/quarto-de-caadores-vi.html' title='Quarto de caçadores VI'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-116636596798432561</id><published>2006-12-17T06:30:00.000-08:00</published><updated>2006-12-17T06:32:47.996-08:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores V</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;    Havia uma coisa que na realidade ia mudando no meu dia-a-dia: “O livro do grande rio” que tinha comigo. Não me lembro onde o tinha comprado, mas tinha-o comigo. Quando o acabava de ler e o recomeçava já não era o mesmo, todos os poemas se tinham transformado, ainda que apenas em pequenos detalhes. Mas esses pequenos detalhes mudavam tudo. Parte essencial do diário era então a anotação das transformações dos poemas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Enquanto que dentro daquele animal nada mudava nos poemas num dia estava sol, noutro chovia, num dia o rio corria, no outro estava seco, tudo mudava defacto nem que fosse porque num dia uma gota de chuva tivesse atingido o rosto do poeta e no outro um pássaro tivesse cantado por cima do poeta. Que diferença faria a gota de chuva ou o cantar da ave? Para mim era toda a diferença dum dia para o outro e essa diferença tinha que me ser o bastante.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-116636596798432561?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/116636596798432561/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=116636596798432561' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116636596798432561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116636596798432561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/12/quarto-de-caadores-v.html' title='Quarto de caçadores V'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-116472003564041522</id><published>2006-11-28T05:20:00.000-08:00</published><updated>2006-11-28T10:53:59.996-08:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores IV</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;O chuveiro estava fixo à parede, toda a divisão era branca e apesar de não ter nenhuma lâmpada tinha uma luz artificial, também ela branca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A água começou a correr e quando já estava completamente nu consegui ver que só partes do meu corpo tinham a cor do quarto. A água parou, comecei a secar-me e um buraco abriu-se onde antes tinha tomado o banho. Ficou tudo de novo seco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Voltei ao quarto, as luzes azuis já se tinham acendido no corredor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No quarto em frente ao meu vivia outra pessoa mas que nunca se deixava ver. Dessa pessoa só conhecia umas sonoras gargalhadas e o som do abrir e fechar da fechadura. Tentei algumas vezes abrir a porta no momento&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em que ouvia a fechadura do meu vizinho rodar mas sempre em vão, quando eu a abria a minha porta a outra já estava cerrada e as gargalhadas voltavam-se a ouvir. De que se riria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A partir do dia em que encontrei as escadas para aquela espécie de recepção passei a ir lá de vez em quando na esperança de descobrir que sitio era aquele. Não me valia de nada, a resposta era sempre a mesma desde o primeiro dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um dia, para lutar contra o sono, iniciei a escrita de um diário. Mas que diário podia ser esse?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-116472003564041522?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/116472003564041522/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=116472003564041522' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116472003564041522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/116472003564041522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/11/quarto-de-caadores-iv.html' title='Quarto de caçadores IV'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115774794386336493</id><published>2006-09-08T13:37:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T13:39:03.876-07:00</updated><title type='text'>Último número</title><content type='html'>A imaginação acabou. Não sinto mais força para escrever. Os coelhos que andavam pela cartola da criação tinham-se extinto ou recusavam-se a sair. Por vezes o truque não era mais do que voltar a sacar o mesmo coelho vezes e vezes de seguida. Olhava para o fundo vazio do chapéu e perguntava-me: onde estaria a imaginação?&lt;br /&gt;Durante a noite sonhava palavras cheias de ilusionismo mas ao despertar um malvado encantador transformava-as em esquecimento.&lt;br /&gt;Escrevia mil vezes o mesmo poema como recurso final até que o poema sofria pequenas transformações de que mal me apercebia.&lt;br /&gt;Acordado sonhava números cheios de significado e um pequeno público que me escutava. Depois olhava para o vazio, fechava os olhos e voltava a enfiar a mão, como se dali ainda saltassem ideias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115774794386336493?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115774794386336493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115774794386336493' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115774794386336493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115774794386336493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/09/ltimo-nmero.html' title='Último número'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115736998438497315</id><published>2006-09-04T04:25:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T04:39:44.400-07:00</updated><title type='text'>O experimento V</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;      Acabei mesmo por me fartar daquele experimento. Tive que me render à evidência de que Dalic enloquecera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       A gota de água foi no dia em que a curiosidade me levou a ler um dos seus cadernos de apontamentos às escondidas e descobri que também eu me tornara parte das experiências! Entre dá-lo por génio ou louco optei pela segunda hipótese. Eu próprio estava à beira de endoidar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Ficou pálido quando me apanhou a ler o caderno. Fechei-o e fui para casa sem dizer uma palavra. Também a mim Dalic não disse nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Quando chegou a casa o cínico começou-me a falar dos planos para o dia seguinte como se nada se tivesse passado. Apercebi-me que no seu maço de cadernos havia um novo volume. Decidi também fazer o papel de cínico e actuei como se tudo estivesse na mesma. Não deixei foi de lhe exigir o dinheiro dos soldos que me devia. E não é que o gajo me pagou!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Pela última vez fomos aquele campo, ou melhor, pela última vez fomos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Começou a dar-me as habituais instruções só que eu não estive com meias medidas: enraivecia-me de verdade ter passado debalde aqueles meses no campo. Peguei nos cadernos, desci colina abaixo a correr e dei-os de comer às minhas amigas cabras que os devoraram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Quando olhei para cima estava Dalic a dançar com um caderno na mão, aquele que no dia anterior  eu havia notado, e a gritar:  resultou, resultou! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115736998438497315?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115736998438497315/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115736998438497315' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115736998438497315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115736998438497315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/09/o-experimento-v.html' title='O experimento V'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115565163826850112</id><published>2006-08-15T07:19:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T07:20:38.280-07:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores III</title><content type='html'>Perto da hora do sono ouvia de novo aquelas vozes que me vibravam na mente.&lt;br /&gt;Um dia, por acaso, descobri umas escadas no corredor. Comecei a desce-las devagar, pois as minhas forças eram poucas, e a meio encontrei o senhor de dentes amarelos e bigode azul escuro. Sorriu-me e desta vez ouve algo que lhe entendi, embora não consiga dizer em que língua o disse: "Não há problema!". Então respondi-lhe: "Não há problema!" Ambos encolhemos os ombros.&lt;br /&gt;No final das escadas havia uma hall e uma recepção.&lt;br /&gt;Na recepção estava uma espécie de homem mais feito de fumo do que de carne e osso. Comecei a falar, primeiro com palavras, depois com gestos. O fumo saia e entrava do homenzinho cujos pequenos olhos jamais pestanejavam. Depois dum grande esforço da minha parte o senhor disse: "Não há problema, tome um duche. Aqui está a chave."&lt;br /&gt;Peguei na chave e subi as escadas. Aquela hora o corredor era uma mistura de amarelo claro com cinzento esverdeado. Assim que acabei de subir as escadas encontrei una porta a dizer chuveiro que nunca tinha visto antes. Tanta novidade num só dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115565163826850112?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115565163826850112/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115565163826850112' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115565163826850112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115565163826850112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/08/quarto-de-caadores-iii.html' title='Quarto de caçadores III'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115503610568279301</id><published>2006-08-08T04:20:00.000-07:00</published><updated>2006-08-08T04:21:45.703-07:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores II</title><content type='html'>O conforto duma parede azul depois de horas no quarto de paredes rosa. Aquele quarto , parte do sistema digestivo duma gigantesca criatura que me engoliu durante o sono.&lt;br /&gt;O corredor infinito, iluminado por lâmpadas azuis em forma de espiral, garganta sem fim por onde passara na companhia de Morpheus.&lt;br /&gt;De quando em quando o silêncio do corredor era interrompido pelos passos do senhor dos dentes amarelos e bigode azul escuro.&lt;br /&gt;Falava uma língua para mim desconhecida, ria-se e avançava trôpego até de novo desaparecer, provavelmente noutra parte do sistema digestivo.&lt;br /&gt;Tentávamos sempre fazer-nos perguntas, comunicarmos, mas invariavelmente as conversas acabavam com um encolher de ombros.&lt;br /&gt;Quando o sono me atacava e sem resistir caía na cama adormecido começava a digestão. Seres invisíveis mordiam-me a pele e a carne. Tentava lutar contra o sono e contra essa digestão mas de nada me valiam os esforços. Cada manhã ao despertar a minha pele estava mais próxima da cor da parede.&lt;br /&gt;O lavatório deitava apenas um fiozinho de água. Um minuto e tinha as mãos cheias de água para lavar a cara. Por vezes, quando a digestão me afectava mais, fazia-o duas vezes ao despertar. Todos os gestos pareciam eternos e era-me dificil já distinguir o sono da vigília.&lt;br /&gt;Nas minhas mão já havia a marca da água com que as enchia para lavar a face.&lt;br /&gt;O espelho, minúsculo, era rodeado por uma espécie de armário de parede cor de laranja que parecia a versão ampliada das gengivas do senhor do corredor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115503610568279301?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115503610568279301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115503610568279301' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115503610568279301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115503610568279301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/08/quarto-de-caadores-ii.html' title='Quarto de caçadores II'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115411981211900123</id><published>2006-07-28T13:47:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T13:50:12.136-07:00</updated><title type='text'>Quarto de caçadores I</title><content type='html'>Tentei ser caçador de sombras numa noite quente de Verão.&lt;br /&gt;A febre desceu e a névoa em redor da montanha desapareceu.&lt;br /&gt;A Lua subiu no céu tentando roubar-me as sombras e sem o saber estava-me a dar todas as sombras que desejava.&lt;br /&gt;Ao quarto chegavam-me os sons misturados do muezim e da sereia dum navio.&lt;br /&gt;Vi uma sombra pequena e rápida no chão e o meu polegar na página que escrevia.&lt;br /&gt;Duma mesquita subaquática as sereias entravam em mim.&lt;br /&gt;A serra em que a montanha vivia ficara para trás. Na minha cabeça ainda estavam todos os altos e baixos que me acompanharam parte do caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115411981211900123?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115411981211900123/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115411981211900123' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115411981211900123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115411981211900123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/07/quarto-de-caadores-i.html' title='Quarto de caçadores I'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115279839909218369</id><published>2006-07-13T06:46:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T06:46:39.103-07:00</updated><title type='text'>O Jardim V</title><content type='html'>Decidi atravessar duma vez por todas o arvoredo. Do navio acenavam-me e tratavam-me por companheiro. Nunca entendi porque me haviam deixado ali. Ninguém me falou do assunto e eu também não o fiz.&lt;br /&gt;A nave partiu e eu com ela. Vi o jardim desaparecer ao longe. A viagem continuava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115279839909218369?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115279839909218369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115279839909218369' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115279839909218369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115279839909218369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/07/o-jardim-v.html' title='O Jardim V'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115202370233959836</id><published>2006-07-04T07:33:00.000-07:00</published><updated>2006-07-04T07:35:02.350-07:00</updated><title type='text'>O Jardim IV</title><content type='html'>Uma mosca verde esmeralda poisada no lixo ao lado duma tampa de plástico que não chegou mesmo a entrar no balde.&lt;br /&gt;Donde és? De onde vens? Para onde vais? Perguntas feitas tantas vezes que me esqueci das respostas.&lt;br /&gt;O vento agita os ramos e muda a dosagem de sol sobre o solo.&lt;br /&gt;Um gato desloca-se devagar entre os canteiros das flores tentando imitar os gestos das plantas. Os meus olhos acompanham-no.&lt;br /&gt;E de repente o gato é calçada e começa a caçada que acaba onde acaba o sol.&lt;br /&gt;Noutro dia o jardim regressa às páginas do que escrevo- este ou outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115202370233959836?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115202370233959836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115202370233959836' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115202370233959836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115202370233959836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/07/o-jardim-iv.html' title='O Jardim IV'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115107238040767313</id><published>2006-06-23T07:19:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T07:19:40.423-07:00</updated><title type='text'>O Jardim III</title><content type='html'>As flores escorrem dos cimos das árvores com os raios de sol.&lt;br /&gt;O pólen torna o ar entre as árvores mais espesso e dá forma aos raios de luz.&lt;br /&gt;Insectos preciosos acompanham a descida das flores com estranhas danças.&lt;br /&gt;O pequeno verme arrasta-se no chão perdido.&lt;br /&gt;Fotografam-se gatos e amantes em posições ridículas.&lt;br /&gt;Os sons dos pássaros fazem diagonais entre o arvoredo.&lt;br /&gt;As gralhas preferem os ciprestes, os rouxinóis serem invisíveis como eu.&lt;br /&gt;E sempre o som dos barcos que nunca vi e que não sei porquê sinto que partem.&lt;br /&gt;Jornais abertos e prontos a levantar voo das mãos de leitores descuidados.&lt;br /&gt;"Amo-te" – diz a árvore. Coração trespassado pela flecha de Cúpido, gotas de amor que escorrem, seiva derramada pela árvore que cresceu acima do amor escrito no seu tronco.&lt;br /&gt;As pessoas vão à fonte onde estamos proibidos de beber e fazem a água correr e salpicam-se e contentes vão-se embora com a minha sede.&lt;br /&gt;Um homenzinho fardado atravessa o jardim com uma metralhadora no ombro e com o olhar fuzila todo o verde do jardim.&lt;br /&gt;Pergunto-me: quanto tempo seria preciso para que as flores que caem das árvores me cobrissem enquanto escrevo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115107238040767313?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115107238040767313/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115107238040767313' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115107238040767313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115107238040767313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/06/o-jardim-iii.html' title='O Jardim III'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-115079844359156518</id><published>2006-06-20T03:12:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T03:14:03.616-07:00</updated><title type='text'>O Jardim II</title><content type='html'>Outra senhora a vender rosas, rosas vermelhas e dentes doirados.&lt;br /&gt;Quatro senhoras de lenço na cabeça avançam de braços dados.&lt;br /&gt;O chá passou demasiado depressa para que a minha voz o conseguisse alcançar.&lt;br /&gt;Uma menina irrita-se com a falta de compreensão do irmão mais novo. O menino responde com palavras que não correspondem às questões que lhe são feitas.&lt;br /&gt;Porque não deixam os miúdos arrancar as flores se os sorrisos também florescem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-115079844359156518?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/115079844359156518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=115079844359156518' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115079844359156518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/115079844359156518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/06/o-jardim-ii.html' title='O Jardim II'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-114976546529201664</id><published>2006-06-08T04:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-08T04:17:45.310-07:00</updated><title type='text'>O Jardim I</title><content type='html'>Tantas flores como mãos dadas.&lt;br /&gt;A vendedora de rosas traz a trindade ao jardim.&lt;br /&gt;Chão regado e sombra.&lt;br /&gt;Perfume não identificado e faces escondidas.&lt;br /&gt;O mundo feito uma pequena tira- pequeno ecrã para tantos desejos.&lt;br /&gt;As gralhas grasnam ou talvez gravações de gralhas soem.&lt;br /&gt;Pessoas estranhamente apressadas neste Domingo tão solarengo.&lt;br /&gt;Fotografias de estátuas- estátuas repetidas.&lt;br /&gt;Vendedores de espigas de milho assadas, um gato deitado ao sol com os olhos semicerrados.&lt;br /&gt;As sirenes dos navios que partem do jardim ao longe.&lt;br /&gt;Raparigas de braços dados buscam o nosso olhar e o nosso olhar busca o olhar dessas raparigas e ficam assim os olhares enleados no meio das árvores.&lt;br /&gt;Os pardais aproveitam os restos dos lanches dos casais para fazerem ninhos que nunca ninguém vai descobrir no palácio dum príncipe que nunca existiu.&lt;br /&gt;O menino começa a arrancar as flores do jardim.&lt;br /&gt;Folhas e sementes descem do tecto que nos cobre.&lt;br /&gt;Outra flor arrancada, desta vez azul.&lt;br /&gt;Nos ramos mais altos papagaios verdes. Descem através dos ramos até chegarem a um ponto em que as pessoas param para os olhar admiradas.&lt;br /&gt;Um bocejo, o banco de madeira agitado pelas pancadas irrequietas do amante que espera já sem paciência.&lt;br /&gt;Pedaços de pão atirados às minhas costas por seres invisíveis.&lt;br /&gt;O rosto cansado pela espera.&lt;br /&gt;O amante levanta-se de repente e quase salta.&lt;br /&gt;Verde escuro, verde claro- linguagem da folha que caí da árvore.&lt;br /&gt;Sóis desenhados na calçada pela sombra e pela luz.&lt;br /&gt;Eclipses das pétalas das flores mais rasteiras.&lt;br /&gt;Bancos cobiçados pelos casais que querem parar e descansar ou talvez estarem mais próximos da desejada horizontalidade.&lt;br /&gt;Uma criança vem perguntar-me sobre que escrevo eu- "Sobre o jardim." – A criança riu-se, ria sem parar: Porque quereria alguém escrever sobre o jardim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-114976546529201664?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/114976546529201664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=114976546529201664' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/114976546529201664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/114976546529201664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/06/o-jardim-i.html' title='O Jardim I'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-114244991247141116</id><published>2006-03-15T11:10:00.000-08:00</published><updated>2006-03-15T11:11:52.483-08:00</updated><title type='text'>Pais distante</title><content type='html'>Naquele distante pais a escrita dos poemas seguia tão rigidas regras que diferentes poetas de diferentes regiões escreviam os mesmos poemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-114244991247141116?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/114244991247141116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=114244991247141116' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/114244991247141116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/114244991247141116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2006/03/pais-distante.html' title='Pais distante'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-112653347380699442</id><published>2005-09-12T06:48:00.000-07:00</published><updated>2005-09-12T06:57:53.856-07:00</updated><title type='text'>O experimento IV</title><content type='html'>Admirava Dalic mas estava a ficar a ficar desesperado. Não só já não compreendia o objectivo do experimento como cada vez mais as suas respostas mais do que me esclarecer me confundiam.&lt;br /&gt;    Para piorar o meu clima mental os dias mantinham-se cinzentos apesar da estação desses dias ter passado.&lt;br /&gt;    Na verdade o cor de laranja das frutas parecia ser uma das coisas que mais animo me davam.  Vá-se lá perceber a alma de um homem.&lt;br /&gt;    Entretanto afeiçoei-me à cabra que sempre que saíamos ao campo me vinha comer à mão. Depois de coomer esfregavasse nas minhas pernas e eu fazia-lhe umas festinhas. Dalic do cimo da colina sorria-me.&lt;br /&gt;   Uma tarde o pastor apareceu pelas nossas costas por um caminho que até aí haviamos desconhecido. Sentou-se ao nosso lado e observou os nossos movimentos. Durante todo o tempo manteve-se a rir. Estava realmente divertido. Quando nos iamos embora pediu-nos um cigarro e lume e ficou a rir-se olhando as cabras.&lt;br /&gt;     Começava a perguntar-me qual o sentido do experimento com cada vez mais frequência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-112653347380699442?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/112653347380699442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=112653347380699442' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/112653347380699442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/112653347380699442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/09/o-experimento-iv.html' title='O experimento IV'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-112453466365771608</id><published>2005-08-20T03:37:00.001-07:00</published><updated>2005-09-03T05:17:43.740-07:00</updated><title type='text'>O experimento III</title><content type='html'>Não consegui perceber o sentido daquelas sucessivas visitas à colina. Em vez de uma laranja Dalic passou a levar todo um saco delas. O caminho das cabras, perpendicular ao nosso, encontravasse ali na colina com os nossos passos.&lt;br /&gt;De quando a quando avistávamos o pastor que levantava o braço e lançava uma interjeição como cumprimento . Um dia levantou-se da pedra onde raramente o viamos e dirigiu-se a nós.&lt;br /&gt;Pediu-nos um cigarro e lume e afastou-se a fumar.&lt;br /&gt;Os dias estavam cinzentos e frios embora raramente chovesse mais do que uns poucos minutos por dia.&lt;br /&gt;Chegado ao cimo da colina Dalic abria o saco e deixava as laranjas rolarem. Para as cabras era um festim. Com dificuldade apontava as trajectórias dos frutos sem perceber o sentido daquelas acções que pareciam estar tão afastadas do sentido inícial do experimento. Quando já conseguia distinguir os diferentes indivíduos do rebanho Dalic fez-me apontar também, para além da trajectória, qual das cabras tinha comido uma determinada laranja(que agora eram numeradas pacientemente por Dalic nas noites anteriores às saídas). Claro que não era possível saber com toda a certeza qual a laranja comida por cada cabra( as laranjas eram trinta, número que Dalic dizia ter sido escolhido não ao acaso mas após uma longa reflexão e horas em cálculos. Não havendo certeza eu não apontava nada.&lt;br /&gt;Depois de 3 meses Dalic acrescentou um fruto aos trinta do saco. Este não numerado como os outros. Tinha então de descer a colina após os primeiros frutos terem sido devorados. Mantinha-me ali com  o braço esticado com a laranja na mão. Das primeiras vez nenhum animal sequer se aproximava de mim mas após 9 dias aquela cabra que no início do experimento tinha comido a primeira laranja lançada aproximou-se de mim e depois de me olhar um pouco com os seus caprídeos olhos abucanhou o fruto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-112453466365771608?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/112453466365771608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=112453466365771608' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/112453466365771608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/112453466365771608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/08/o-experimento-iii_20.html' title='O experimento III'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-111745197492002199</id><published>2005-05-30T04:12:00.000-07:00</published><updated>2005-05-30T04:19:34.926-07:00</updated><title type='text'>O Duplo</title><content type='html'>Em vez de amarrotar folhas e de as atirar para o chão ia amarrotando palavras e frases. Dispersas ao meu redor iam-se organizando em tecidos, orgãos, até que um dia ao olhar vi um duplo de mim mesmo.&lt;br /&gt;As diferenças assustavam-me menos que as semelhanças.&lt;br /&gt;O duplo esteve ali sem se mover até que um dia arrojei a palavra Respirar ao chão. A frase caiu, uma corrente de ar aproximo-a do ser. Respirava.&lt;br /&gt;Depois começou a escrever. As suas palavras aproximavam-se de mim e o meu ser incorporava-as.&lt;br /&gt;Acabei sendo o duplo do meu duplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-111745197492002199?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/111745197492002199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=111745197492002199' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/111745197492002199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/111745197492002199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/05/o-duplo.html' title='O Duplo'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-111361929090194777</id><published>2005-04-15T19:28:00.000-07:00</published><updated>2005-04-15T19:43:39.256-07:00</updated><title type='text'>O experimento II</title><content type='html'>Não consegui perceber na altura até que ponto é que mais um adiamento ia afectar Dalic.&lt;br /&gt;Quando chegamos a casa Dalic pegou no II livro da história natural de Plínio o Velho, olhou para o céu e disse: Todos estivemos já perto da verdade e ainda assim a desprezamos como sendo a maior mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cabras viram a outra comer a laranja com ar ofendido, ao tornar inútil a experiência de Dalic, estava a tornar mais dificil o respeito sobre a sua espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalic continuava a olhar as estrelas, a relação entre as nódoas de sumo de laranja e as estrelas do firmamento tinha sido quebrada por um elemento estranho: as cabras.&lt;br /&gt;Ainda que disso não ouvesse necessidade os caprídeos passaram a entrar nas equações de Dalic.&lt;br /&gt;Para facilitar a grande operação Dalic reuniu as constelações em rebanhos e as cabras em constelações.&lt;br /&gt;Eu flutuava a dois metros do chão e apenas tirava pequenos apontamentos do universo. Na maioria das vezes essas notas afastavam-se do grande interesse do experimento.&lt;br /&gt;O cálculo cada vez se aproximava mais do impossível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-111361929090194777?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/111361929090194777/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=111361929090194777' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/111361929090194777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/111361929090194777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/04/o-experimento-ii.html' title='O experimento II'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-110963591774986574</id><published>2005-02-28T15:48:00.000-08:00</published><updated>2005-02-28T16:11:57.753-08:00</updated><title type='text'>O experimento</title><content type='html'>A colina, com pequenas e esparsas ervas e com calhaus por todo o lado, parecia o local ideal para a operação a que nos propunhamos.&lt;br /&gt;       Dalic olhava penetrantemente para o sopé da colina e fazia os seus primeiros cálculos enquanto eu pontapeava uma pedra que me pareceu não estar na conjunção ideal para que o projecto corresse como o tinhamos pensado.&lt;br /&gt;       Um rebanho de cabras apareceu na colina. Isto iria atrasar-nos, mas por outro lado rejubilamos, pois sabiamos o que iria acontecer às pequenas ervas que por ali cresciam.&lt;br /&gt;       Teriamos que esperar e para o efeito sentamo-nos com a cara ao sol. De tempos a tempos passava uma nuvem que deixava um rasto de sombra. Acompanhavamos esse rasto sem nos movermos do mesmo sitio, acompanhavamo-lo apenas com um rodar do pescoço.&lt;br /&gt;       As cabras lá acabaram com as poucas ervas e começaram a debandar colina abaixo.&lt;br /&gt;       Dalic levantou-se devagar e eu fiz o mesmo espreguiçando-me. Discutimos os planos mais uma vez, dé-mos uma olhadela pela colina para analisar todas as hipóteses. Quando tudo estava a postos surgiu um grande grupo de nuvens que projectou a sombra sobre nós. Resolvemos esperar que passassem e só depois, com tudo iluminado, nos resolveriamos a voltar ao projecto.&lt;br /&gt;       Decidimos deitarmos-nos  numa pequena mancha de erva que a nossa presença tinha salvo da gula caprina. Acabamos por adormecer.&lt;br /&gt;      Dormimos até tarde. Tivemos portanto que adiar o projecto por um dia.&lt;br /&gt;      Voltamos à mesma colina onde já pastava o rebanho. Ao nos verem as cabras fugiram colina abaixo deixando o trabalho de despir a encosta completo. Perdemos ainda algum tempo a olhar para a colina e depois dessa inspecção tudo nos pareceu a postos.&lt;br /&gt;      Dalic pegou na laranja e pô-la a rolar colina abaixo. O fruto ia ganhando velocidade ao descer e, em algumas reentrânsias, chegou mesmo a saltar. Rapidamente tudo tinha acabado. Só tinhamos que descer a colina e observar os resultados.&lt;br /&gt;      De um momento para o outro uma das cabras que já se afastavam olhou para trás. Acompanhou o trajecto do objecto em estudo com a mesma atenção que nós e de seguida dirigiu-se aos pinotes até a laranja que abucanhou e comeu num ápice.&lt;br /&gt;      O projecto teve mais uma vez de ser adiado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-110963591774986574?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/110963591774986574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=110963591774986574' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110963591774986574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110963591774986574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/02/o-experimento.html' title='O experimento'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-110544244086036814</id><published>2005-01-11T11:30:00.000-08:00</published><updated>2005-01-11T03:20:40.860-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>     A alegria dos prazeres mais recentes são alucinações de loucas máquinas inventoras de erotismos mecânicos em festas nos hangares secretos das bases militares. Válvulas, pistões e outras peças abrem-se e fecham-se ao ritmo da passagem do óleo e combustivel num frenético gasto de energias em que sentidos blindados vêm ao de cima num prelúdio da carne queimada nas guerras de amanhã.&lt;br /&gt;     Abdómens metálicos arrastam-se pelo solo quente disparando poder sobre aqueles que já demais o conheciam em ejaculações de aço e pólvora que esterelizam em vez de fecundar.&lt;br /&gt;     Todo o espaço coberto de linhas que param na morte ou no vácuo.&lt;br /&gt;     Corpos de metal despido de carne unem-se em orgias  de pele rasgada e sangue em paisagens destruidas para o efeito.&lt;br /&gt;     Balas mais que suficientes para exterminar a humanidade a tiro.&lt;br /&gt;     ( uma bala diz a outra: somos estéreis até termos fecundado de morte alguém)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-110544244086036814?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/110544244086036814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=110544244086036814' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110544244086036814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110544244086036814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2005/01/alegria-dos-prazeres-mais-recentes-so.html' title=''/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-110079010678907165</id><published>2004-11-18T14:58:00.000-08:00</published><updated>2004-11-18T07:01:46.790-08:00</updated><title type='text'>Amostra 2</title><content type='html'>     Num dia gravava as reflexões que tinha e no outro lia-as e aproveitava as que me pareciam convenientes. Podia comparar as reflexões sobre a paisagem do dia anterior com a paisagem que agora observava, verificando como essas reflexões tinham distorsões constantes do real, como se eu fosse um daqueles espelhos de feira que mais não fazem que distorcer as imagens.&lt;br /&gt;     Um fragmento de plástico azul que no dia anterior era descrito como o precioso vestígio de um antigo mosaico.&lt;br /&gt;     O olvido duma figueira nas profundezas da cratera.&lt;br /&gt;     Aves azuis com vozes de outras aves.&lt;br /&gt;     Comer duas vezes o mesmo dióspiro.&lt;br /&gt;     A reflexão da reflexão tomava matizes caleidoscópicos numa sobreposição de espelhos que a luz do Sol, quando a havia, estilhaçava desde o meu interior. A reflexão portanto tinha que ser esquecida, para bem do equilibrio do universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-110079010678907165?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/110079010678907165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=110079010678907165' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110079010678907165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/110079010678907165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2004/11/amostra-2_18.html' title='Amostra 2'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9067379.post-109992927477581024</id><published>2004-11-08T15:58:00.000-08:00</published><updated>2004-11-08T07:54:34.776-08:00</updated><title type='text'>A formação do laboratório</title><content type='html'>     Decidi finalmente dar de alguma forma acesso ao que tenho vindo a escrever, poderia aqui colocar velhos textos já escritos ou passar o que agora estou a escrever na sua versão integral- seria um pouco aborrecido.&lt;br /&gt;     Por isso optei por colocar excertos do texto com uma periodicidade ainda não estudada e à medida que o vou escrevendo.&lt;br /&gt;     Aqui vai o primeiro excerto que de alguma forma pode servir de introdução ao blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     "Deixaste de escrever poemas!" Disse-lhe ela uma manhã na praia.&lt;br /&gt;Cheirava a protector solar e vestia um leve vestido de algodão. Houve um sorriso, um fechar de olhos, um beijo e uma doce carícia nas cochas. "Escrevo poesias na tua pele com os meus dedos, não as tens lido?" Respondeu-lhe. Cheirava a protector solar, tinha os olhos abertos reflectindo a luz do sol. Brilhavam cristais azuis nas palmas das suas mãos. "As tuas mãos têm cristais azuis que brilham ao sol!" Fechou as mãos com força e os cristais desapareceram. Tinha bolas de sabão poisadas na barriga que rolavam muito muito devagar. &lt;br /&gt;"Os meus dedos tentam alcançar as bolas ao longo da tua pele e apesar da sua lentidão não as consigo alcançar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Deitei-me assente no fundo oceânico. Precisava de descansar, de me preparar para a difícil tarefa: organizar a papelada que tenho vindo a acumular e tentar dar-lhe um sentido.&lt;br /&gt;     Houve uma série de processos ocorridos durante a formação do laboratório que se escaparam ao meu controlo! "Tinhas um dia que te perder na minha pele! Tinhas um dia de perceber que essas folhas a que chamas amostras se são parte de ti e de mim não deixam sobretudo de ser partes longínquas."&lt;br /&gt;     As folhas amostras começaram a estratificar-se no chão, nas bancadas, nas prateleiras, sem que eu tivesse aparentemente nisso qualquer influência. As amostras acabaram por se misturar. De cada vez que tentei colocá-las na posição inicial tinha a noção de que estava outra vez a fugir do objectivo inicial que ainda por cima acabei por esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9067379-109992927477581024?l=palavrasamostras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/feeds/109992927477581024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9067379&amp;postID=109992927477581024' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/109992927477581024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9067379/posts/default/109992927477581024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavrasamostras.blogspot.com/2004/11/formao-do-laboratrio.html' title='A formação do laboratório'/><author><name>Andre_Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
